Rupturas, permanências e reflexões

Olá! Seja bem-vindo ao Convercêutica!

O significado da palavra contemporâneo é, no mínimo, intrigante.

Imagine a cena: um homem na casa dos 70 anos passeia com sua neta de 20 por uma livraria, onde encontra um amigo antigo da mesma faixa etária. Ambos se abraçam carinhosamente, engatam uma conversa animada, cheia de saudosismos até que se despedem planejando marcar um novo encontro.

‘Quem era Vô?’, quer saber a neta curiosa. A resposta vem rápida: ‘Ah... Era o Ernesto, um grande amigo... foi meu contemporâneo na faculdade’.

Contemporâneo?! Como assim?

O espanto da neta deve ter sido provocado pela conotação atual dessa palavra, sempre presente quando se fala de tudo que é inovador, recente, tecnológico, arrojado e disruptivo. Para ela, nada a ver, portanto, com qualquer experiência que o seu avô possa ter vivido.

No seu sentido mais elementar, no entanto, o termo ‘contemporâneo’, define pessoas ou situações que existem ou existiram numa mesma época, compartilhando um determinado contexto temporal.

Isso significa que você, eu, amigos, familiares, todas as pessoas que estão por aí, coexistimos nas mesmas circunstâncias desse início do século 21, um momento singular que chamamos de contemporaneidade ou de pós-modernidade, quando tudo se mostra diferente e transitório.

Não foi da noite pro dia que nossas referências, certezas e diretrizes foram desconstruídas deixando muitos espaços em aberto. Mas às vezes parece que a constatação de que ‘nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia’ nos pegou de surpresa. São muitas as rupturas para absorver e poucas permanências que possam gerar algum conforto.

Foi esse o cenário que impulsionou a criação da Convercêutica, nome inventado a partir da junção da palavra conversa com hermenêutica, ciência da interpretação dos textos e das palavras.

Um guarda-chuva imenso de inspirações embasa o conteúdo do Convercêutica, no qual estão autores basilares como Lipovestsky, Castells, Lyotard, Sennett e Bauman.

​Também não poderiam faltar pesquisadores mais recentes dessa temática como Nicholas Carr, Joseph Coughlin, Sherry Turkle, James Gleick, Yuval Harari e Kevin Kelly. Enfim, um time brilhante nos traz insights relevantes para melhor entendermos o momento em que vivemos.

O objetivo do Convercêutica é falar sobre temas que a contemporaneidade traz para o nosso cotidiano de uma forma simples, leve, afetiva e descomplicada. Vamos conversar sobre a tecnologia nas nossas vidas, modos de viver, economia da atenção, memórias, overdose de informações, inteligência artificial, indústria da felicidade e outros assuntos que exijam de nós um novo olhar, uma nova leitura de mundo. Com certeza, não vai faltar assunto: a gente vai converceuticar bastante.

​Vai ser bem bacana estarmos juntos nessas reflexões.

Um abraço,

Vamos conversar?
Cida Napoli

Idealizadora e curadora do Convercêutica

Vamos conversar? 
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