Waze, sou eu quem decide, entendeu?

Atualizado: 12 de Abr de 2019


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Sou bem amiga da tecnologia no meu dia a dia. Ainda que eu não seja uma 'early adopter', aquelas pessoas que acompanham todas as novidades tecnológicas e são as primeiras a adotá-las, costumo incorporá-las com relativa facilidade e rapidez na minha vida.


Quando fui apresentada a um GPS, na época em que ele ainda era um equipamento independente, fiquei ao mesmo tempo fascinada e assustada, pois tinha a impressão que dava até para ver um satélite pairando acima do carro calculando distâncias, informando se era para virar à esquerda ou à direita e que ainda lia os nomes das ruas com uma pronúncia meio esquisita. Essa primeira experiência aconteceu num trajeto para uma festa num bairro pouco familiar para mim e me trouxe uma sensação muito boa de segurança. Ele só quer o meu bem, pensei assim que fui informada de que eu ‘estava em frente ao meu destino’. Não cheguei ao ponto de agradecer, mas deu até vontade.


Algum tempo depois, o GPS mudou-se para dentro do smartphone e o seu uso ficou bem mais simples. Comecei a usar o aplicativo Waze em todas as minhas saídas de carro, mesmo se eu soubesse o caminho, para conhecer novas rotas e, em especial, saber sobre o trânsito que eu iria pegar. Aprendi muito nessa fase.


Embora eu mantenha um relacionamento estável com o Waze e valorize as suas habilidades, confesso que ele tem uma característica meio adolescente que me desagrada profundamente: tudo tem que ser do jeito dele, do contrário ele insistirá zilhões de vezes para que eu mude de ideia. Irritante.


Experimente não obedecer a um comando dele para virar à direita em 200 metros, por exemplo. Ele te dará uma segunda chance e dirá para você virar na próxima à esquerda e contornar o quarteirão para voltar ao ponto anterior onde você teve a ousadia de não seguir as suas orientações. Se você voltar a desobedecê-lo, simplesmente por que escolheu outra opção melhor, ele insistirá de novo, de novo ... e de novo! Quando parece que você vai levar uma bronca daquelas ele finalmente se rende, perdoa o seu deslize e segue em frente. (Ok, admito que os adolescentes são bem mais persistentes!)


Dois tipos de inteligência estão presentes nessa situação trivial e corriqueira: a inteligência artificial do Waze, abastecida com uma infinidades de instruções e regras desenvolvidas por algoritmos, e a inteligência humana, que nasceu junto comigo já dotada de infinitas possibilidades para pensar, tomar decisões, raciocinar e, por que não?, mudar de ideia quando eu bem entender. Juntas, elas são nada menos que imbatíveis. Acredito que ninguém duvide disso.


Deixo aqui um recado para o meu querido Waze, companheiro de tantas viagens: sou imensamente grata pela sua ajuda, mas quero deixar claro que quem toma as decisões sobre como chegar ao meu destino sou eu. Entendeu ou quer que eu desenhe?


(ops .... Alguém aí ouviu um ‘por enquanto’?! Não ..... foi só impressão mesmo!)

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